Porque há histórias que são intemporais, – e o Natal é quando se quer! – o Festival de Sintra propõe um dos mais amados títulos infantis de Sophia de Mello Breyner Andresen, numa leitura encenada com a música de Eurico Carrapatoso e as ilustrações de Mariana, a Miserável.
A encomenda ao compositor e à ilustradora são da Universidade do Porto, tendo sido realizada a sua estreia em 2019, ano do centenário de Sophia, na Casa Andresen no Porto, hoje Galeria da Biodiversidade, local que inspirou a autora na escrita do conto.
A Noite de Natal é um conto em música para assistir em família, que fala dos valores universais da amizade, da lealdade e da bondade.
Ficha técnica
Eurico Carrapatoso, música. Sophia de Mello Breyner Andresen, texto. Mariana, a Miserável, ilustrações. Catarina Távora, narração. Ana Ester Santos, harpa. Duarte Pereira Martins, piano
Sobre os artistas
Catarina Távora é violoncelista, pedagoga e mediadora cultural. Membro fundador do Ensemble MPMP, colabora regularmente com várias orquestras e agrupamentos musicais e apresenta-se, regularmente, a solo e em conjunto, em diversas salas de concerto nacionais e internacionais. Concluiu com elevada classificação o mestrado em ensino da música, com especialização em Metodologia Kodály, no Real Conservatório de Haia, onde estudou também violoncelo barroco e canto. É licenciada em violoncelo pelo Conservatório de Amsterdão e pela Escola Superior de Música de Lisboa. Estudou com Luís Sá Pessoa, Paulo Gaio Lima, Irene Lima, Xavier Gagnepain, Monique Bartels, Gideon den Herder, Daniel Esser, Viola de Hoog e Dmitri Ferschtman, entre outros. Trabalhou como professora de violoncelo, orquestra e expressão musical em vários conservatórios e academias de música do país. Crente no poder humanizador da música e do contacto com as artes em geral, um dos seus maiores interesses é a forma como os educadores podem promover experiências musicais profundas e significativas para os educandos. É uma das fundadoras da Orquestra Sem Fronteiras, onde, como responsável pelos projectos educativos, coordena e dinamiza os Encontros Ibéricos para a Música na Infância e os Laboratórios de Escuta Criativa. É também, desde 2023, a Coordenadora do Serviço Educativo do MPMP Património Musical Vivo, onde é responsável pelo Clube de Escuta em Comunidade e o ciclo de concertos Benjamim.
Ana Ester Santos completou o mestrado em performance de Harpa no Conservatório de Amesterdão, tendo também estudado na Hochschule fur Musik “Hanns Eisler”, em Berlim. Foi academista na Nederlands Philharmonisch Orkest e, como solista, apresentou-se em vários palcos e eventos, tendo feito concertos com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, a Orquestra de Câmara da Guarda Nacional Republicana e a Orquestra Con Spirito. Apresentou-se em programas de música de câmara com grupos como o Ensemble D’Arcos e o Ensemble MPMP, assim como em duo e trio. Atualmente, é harpista na Banda Sinfónica da GNR. Continua o seu percurso como solista e colabora frequentemente com orquestras como a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e Orquestra Municipal de Sintra.
Duarte Pereira Martins é mestre em Estudos e Gestão da Cultura pelo ISCTE e licenciado em piano pela ESML e concluiu o curso do Conservatório Nacional com a classificação máxima. Premiado em diversos concursos de piano, apresenta-se regularmente em concertos por todo o país e no estrangeiro, em diversas formações, com destaque para a divulgação do património musical português. Trabalha em duo com o violoncelista Nuno Cardoso (202 Campos Elíseos), com a soprano Sofia Marafona (Duo Interdito) e com o pianista Philippe Marques – com quem gravou já três CD, dois no projecto “Bailados Portugueses” e também as “Melodias Rústicas Portuguesas” de Fernando Lopes-Graça. Fundou e dirige o MPMP Património Musical Vivo, associação em que tem sido responsável por diversos concertos e gravações inéditas. Foi diretor executivo da Glosas entre 2017 e 2020. É professor assistente na Universidade de Évora.
Sobre o Festival
A 58.ª edição do Festival de Sintra volta a apresentar um cartaz fiel ao seu cunho de excelência e ecletismo.
Concertos com solistas de renome internacional, de música de câmara ou com orquestra, numa programação que mantém a aposta no talento nacional e emergente.
Os formatos distintivos que se encontram em Sintra continuam: o público que descobriu o gosto pelas caminhadas-concerto, pelo concerto ao nascer do sol ou pelo duelo de pianistas, é agora convidado a não perder também um concerto nas trevas e outro à meia-noite de lua cheia.
Lado a lado voltam a cruzar-se a ópera, o cinema, a oferta para famílias, as conversas e a música nos mais diversos estilos, tocada por músicos de todo o mundo, em dezenas de palcos e ao longo de dez dias, fazendo desta tão aguardada 58ª edição do Festival de Sintra uma festa para todos os apreciadores da música e das artes.
Programa completo aqui.