Amigos da Treta, de Filipe Homem Fonseca, Mário Botequilha e Rui Cardoso Martins, com José Pedro Gomes e Aldo Lima vai estar em, palco no Cineteatro Municipal João Mota, em Sesimbra.
O projeto Conversa da Treta nasceu em 1997 e tornou-se um fenómeno. Dos palcos passou para a rádio, para a televisão, para o cinema, para livro, sempre com enorme êxito. Foi um dos dois espetáculos que mais Coliseus fez em Portugal. Com a partida do nosso querido António Feio, a Treta continuou viva e o Zézé, personagem icónico criado por José Pedro Gomes, voltou em 2016 com Filho da Treta, em dupla com António Machado, e em 2019, com o Casal da Treta, com a incrível Ana Bola.
O sucesso tem vindo a acompanhar as várias “Tretas” ao longo dos anos e, em 2024, na era digital, e com a força das redes sociais, chega uma nova vida deste universo Amigos da Treta, em dupla com Aldo Lima. Os influencers, os gurus do coaching e do lifestyle, a inteligência artificial e a estupidez natural – as novas tretas que se juntam à treta de sempre, e fazem crescer este mundo da treta onde cada vez mais se fala… treta.
Jóni, amigo de Zézé, que se ausentou para fazer Erasmus numa terra distante – aventura que o obrigou a fazer a maior viagem da sua vida e até a ter de atravessar a ponte sobre o Tejo para nunca mais ser visto – regressa agora ao bairro vindo das entranhas da terra. Literalmente. Até porque mal chega cai no buraco das obras de expansão do metropolitano e faz uma rotura parcial do ligamento cruzado do cigarro eletrónico. Jóni, autoproclamado guru da espiritualidade hashtag-deus-no-comando, e das medicinas à base de batidos com raspas de kombucha, é recebido por um emocionado Zezé, que nunca esqueceu o amigo… excetuando o nome, a cara, a voz, o penteado e o local propriamente dito onde ele morava.
Vão agora pôr a conversa em dia, recordar o passado que ambos concordam ser uma espécie de futuro que ficou pelo caminho, comentar o presente que os dois entendem ser um passado que está a acontecer naquele preciso momento, e prever o futuro, que mais não é que um passado que teima em ser presente mas chega sempre atrasado porque tem a mania.
Encenação: José Pedro Gomes e Aldo Lima
Desenho de luz: Luís Duarte
Música: Alexandre Manaia
Assistente de encenação: Diana Vaz
Produção: Força de Produção