Não o pensava antes, quando escutava a guitarra de Carlos Paredes, mas hoje, recordando-a, compreendo que aquela música era feita de alvoradas, canto de pássaros anunciando o sol.
José Saramago
No centenário de Carlos Paredes regressamos ao homem e à sua música através da viagem das suas memórias de uma Lisboa, onde viveu a sua vida adulta, a Coimbra, onde nasceu e viveu a infância. Um génio maior da portugalidade que dedicou alguns dos seus últimos acordes e da sua inspiração às memórias de infância e de juventude, quando já acompanhava o pai Artur Paredes.
Os Alvorada, que continuam a linguagem dos Paredes, pai e filho, conduzem-nos pelos meandros das memórias musicais do génio português. António José Moreira e Ricardo Dias na guitarra portuguesa e Pedro Lopes na viola entregam-se à memória e memórias de Carlos Paredes numa viagem de eterno regresso.