“Gente de Dublin” marca o regresso de John Houston, num momento profundamente simbólico: o fim da sua carreira e, de certo modo, da sua própria vida.
Neste filme, Huston revisita as suas raízes familiares mais distantes, regressando à Irlanda, e aproxima-se da obra de James Joyce, autor de “Ulisses”, esse monumento maior – e muitas vezes incompreendido – da modernidade literária.
Mais do que um enredo estruturado, o filme oferece-nos um retrato rico e sensível da Irlanda, e em particular da sociedade dublinense no início do século XX.
Com um tom poético e melancólico, a obra celebra o tempo, a memória e a inevitabilidade da passagem da vida.
Antecedido de conversa entre Pedro Mexia e José Maria Silva.