A convite do Festival de Sintra, juntam-se dois mundos de excelência musical, ambos vindos do Reino Unido, para um concerto único e exclusivo.
A Sala dos Cisnes do Palácio Nacional de Sintra acolhe, pela primeira vez no Festival, o incontornável contratenor Iestyn Davies, especialista em música barroca e nos seus virtuosos e muitíssimo exigentes papéis operáticos.
Por outro lado, dá-se a estreia nacional dos Manchester Collective, ensemble de formação variável que se tem afirmado enquanto figura de proa das novas vanguardas e formas de estar da música clássica.
Esta simbiose inesperada irá resultar num concerto em formato de viagem entre diferentes estéticas, cruzando os séculos entre o período barroco e a música dos nossos dias.
Sobre os artistas
Conhecido pela sua programação imaginativa, colaborações ousadas e atuações envolventes, o trabalho do Manchester Collective expandiu-se a uma velocidade vertiginosa desde a sua formação em 2016 por Adam Szabo e Rakhi Singh.
A visão do Manchester Collective é remodelar o futuro da música clássica, criando um trabalho artístico radical a partir da sua base no norte da Inglaterra. O conjunto de formação fluida apresenta uma combinação de música contemporânea de vanguarda, obras-primas clássicas e espetáculos encenados a nível nacional e internacional, em espaços que vão desde salas de concerto a armazéns, de discotecas a festivais.
O Manchester Collective colabora com uma variedade fascinante de artistas premiados, quebrando barreiras sobre como a música clássica pode ser apresentada e fruída.
Projetos recentes incluem “Sirocco” e “The Oracle”, com o violoncelista sul-africano Abel Selaocoe, Rosewood com o guitarrista Sean Shibe e uma performance multimedia de ‘Weather’ de Michael Gordon com uma instalação do gravador de som Chris Watson.
A música nova é de vital importância para o Manchester Collective, que cruza diferentes géneros musicais, e tem encomendado inúmeras grandes obras a compositores como Edmund Finnis, Emily Hall, Hannah Peel, Lyra Pramuk, Moor Mother, Laurence Osborn e Alice Zawadzki. No presente estão a apresentar novas encomendas de Isobel Waller-Bridge, Fergus McCreadie e Katherine Balch.
Em 2021, o Manchester Collective fez sua estreia no Royal Albert Hall nos BBC Proms e atualmente é artista residente no Southbank Centre em Londres. Em 2023, ganharam o prestigiado prémio “Ensemble” da Royal Philharmonic Society.
O Manchester Collective grava para a etiqueta islandesa Bedroom Community e o seu terceiro álbum de estúdio, NEON, foi lançado em junho de 2023.
Depois de estudar arqueologia e antropologia no St John’s College, em Cambridge, Iestyn Davies estudou canto na Royal Academy of Music, em Londres.
Exímio intérprete de Händel, tem encantado o público por todo o mundo com sua agilidade vocal e musicalidade suprema em papéis como Bertarido, Orlando, Rinaldo, Ottone e David. Comprometido também com a música contemporânea, as suas interpretações inteligentes e sensíveis levaram a colaborações frutuosas com Thomas Adés, George Benjamin e Nico Muhly. No palco da ópera, tem-se apresentado nos principais palcos mundiais, como o da Metropolitan Opera, em Nova York, a Ópera Lírica de Chicago, o Teatro alla Scala de Milão, a Royal Opera House e Covent Garden, Festival de Glyndebourne, Festival de Salzburgo e incontáveis outros.
Em concerto, as apresentações mais recentes aconteceram em Milão com Dudamel, no Concertgebouw e Tonhalle com Koopman e no Barbican, Théâtre des Champs-Élysées, Lincoln Centre, Carnegie Hall e nos BBC Proms no Royal Albert Hall com orquestras que incluem a Filarmónica de Nova York, Filarmónica de Londres, Filarmónica de Berlim, entre muitas outras.
Os seus discos ganharam três prémios Gramophone e participa na gravação vencedora do Grammy de “The Tempest”, de Thomas Adès.
Em 2017 foi agraciado com o título de Member of the Order of the British Empire pela Rainha Isabel II pelos seus serviços prestados à música.
Sobre o Festival
A 58.ª edição do Festival de Sintra volta a apresentar um cartaz fiel ao seu cunho de excelência e ecletismo.
Concertos com solistas de renome internacional, de música de câmara ou com orquestra, numa programação que mantém a aposta no talento nacional e emergente.
Os formatos distintivos que se encontram em Sintra continuam: o público que descobriu o gosto pelas caminhadas-concerto, pelo concerto ao nascer do sol ou pelo duelo de pianistas, é agora convidado a não perder também um concerto nas trevas e outro à meia-noite de lua cheia.
Lado a lado voltam a cruzar-se a ópera, o cinema, a oferta para famílias, as conversas e a música nos mais diversos estilos, tocada por músicos de todo o mundo, em dezenas de palcos e ao longo de dez dias, fazendo desta tão aguardada 58ª edição do Festival de Sintra uma festa para todos os apreciadores da música e das artes.
Programa completo aqui.