Através das melodias e ressonâncias da harpa, da música de Lattimore nascem evocações que muitas vezes cruzam paisagens e memórias vividas ou imaginadas. Em muitos casos, é com base em locais que a artista visitou que acontecem as melhores epifanias criativas, como acontece no seu último disco, “Goodbye, Hotel Arkada”.
Trata-se de um trabalho realizado a partir da experiência de estadia num hotel na Croácia, onde imaginou como teriam sido os anos de ouro – se é que alguma vez existiram, na nostalgia pelo que não vivemos – de um local tantas vezes habitado por estranhos em passagem. É sobretudo a partir das composições deste disco que se fará o concerto de Mary Lattimore no Festival de Sintra, no ambiente intimista do Palácio de Seteais e com uma inspiradora vista para o pôr-do-sol sobre o oceano.
Sobre a artista
Natural dos Estados Unidos e baseada em Los Angeles, Mary Lattimore é harpista e intérprete das suas próprias composições. Iniciada nos estudos musicais pela sua mãe, também harpista, Lattimore concluiu um sólido percurso académico em harpa clássica, para então enveredar por um caminho pessoal de cruzamento de estilos, bebendo outras influências e dando azo à sua própria criatividade.
A sua discografia é já extensa, com cinco registos a solo e outros tantos em colaborações.
Tem sido presença assídua no circuito da música minimalista, indie, ou até da clássica contemporânea, viajando por todo o mundo e colaborando com o cinema, a dança e outras disciplinas artísticas.
Sobre o Festival
A 58.ª edição do Festival de Sintra volta a apresentar um cartaz fiel ao seu cunho de excelência e ecletismo.
Concertos com solistas de renome internacional, de música de câmara ou com orquestra, numa programação que mantém a aposta no talento nacional e emergente.
Os formatos distintivos que se encontram em Sintra continuam: o público que descobriu o gosto pelas caminhadas-concerto, pelo concerto ao nascer do sol ou pelo duelo de pianistas, é agora convidado a não perder também um concerto nas trevas e outro à meia-noite de lua cheia.
Lado a lado voltam a cruzar-se a ópera, o cinema, a oferta para famílias, as conversas e a música nos mais diversos estilos, tocada por músicos de todo o mundo, em dezenas de palcos e ao longo de dez dias, fazendo desta tão aguardada 58ª edição do Festival de Sintra uma festa para todos os apreciadores da música e das artes.
Programa completo aqui.