O Vento nos Salgueiros é um clássico da literatura infantil publicado em 1908 por Kenneth Grahame. Tudo começou quando Alistair, o filho do escritor escocês, tinha quatro anos e o pai lhe contava histórias antes de adormecer.
Muitas vezes era o menino quem escolhia os protagonistas dessas fábulas, e noutras vezes o pai inspirava-se no filho e nos seus amiguinhos para criar as suas personagens. Este texto fala nos sobre a amizade e a camaradagem, e também sobre a importância da Natureza.
Eis uma história sobre o campo. Mas primeiro: o que é o campo? Todos sabem e ninguém sabe. O campo é um sítio onde não há casas, ou há poucas casas. E claro que o campo não tem só árvores: isso é que era bom! O campo tem flores, e até há aquele campo que tem cenouras, alfaces e couves. E depois no campo há os bichos. Milhões e milhões. Dentro da terra, em cima da terra, e acima da terra. Os que estão acima voam, é claro. E desde as moscas, passando por borboletas e toda a espécie de aves, ‘ele há de tudo’. Ora, e tanta conversa para quê? Porque ninguém pode começar a contar uma história sobre os bichos no campo sem explicar bem o que é o campo. Então, os quatro bichos desta história são um rato de água, um toupeira, um texugo e um sapo.
Ficha técnica:
Texto: Kenneth Grahame
Dramaturgia e Encenação: Teresa Gafeira
Cenário e Figurinos: Sérgio Loureiro
Desenho de Luz: José Carlos Nascimento
Música (Interpretação): Inês Proença
Coreografia: Cláudia Nóvoa
Sonoplastia: André Oliveira
Interpretação: Diana Linguiça, Diogo Leiria, Inês Saramago, João Maionde, Pedro Walter