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Os Filhos da Roda – Mostra de teatro Plateia

A roda dos expostos servia para receber recém-nascidos abandonados e que ficavam ao cuidado de instituições de caridade. As crianças entravam, eram logo batizadas e registadas, com a descrição dos sinais e do enxoval que as acompanhavam. Depois, passados poucos dias ou horas, eram entregues a amas-de-leite, seguindo-se as amas-secas e, posteriormente, aprendiam um oficio com as amas e os amos-de-oficio.

Nem todas as crianças que eram expostas tinham a sorte de sobreviver, tendo em conta as condições de saúde em que muitas vezes eram entregues.

Apesar de parecer um ato muito despreocupado e irresponsável por parte das mães, que ali deixavam os seus filhos, este comportamento tem que ser analisado, também, como uma grande prova de amor, onde algumas das crianças, que eram filhas de escravas, poderiam tornar-se assim homens e mulheres livres.

Os comportamentos das amas, nem todos dignos desse nome, variavam conforme as circunstâncias. Mas outras, poderiam ser classificadas como as mães daquelas crianças – mulheres que davam todo o seu amor e que procuravam encaminhar a vida dos seus protegidos para futuros mais risonhos.

Os Filhos da Roda, da Anzol Castiço – Associação Cultural (Odivelas), relata a vida de algumas dessas crianças e dos seus diversos percursos de vida, num período em que se alteravam os procedimentos de acolhimento e registo dos expostos (séc. XVIII).

Apesar dos rumos que cada um foi dando à sua vida, ou que a vida lhes vinha a proporcionar, um desejo era comum: queriam saber mais sobre as suas origens, saberem os mistérios das suas vidas.

Este texto, escrito a partir de factos reais, resultou do trabalho de pesquisa do seu autor e da historiadora Maria de Jesus Correia, nos arquivos gentilmente cedidos para investigação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Espetáculo integrado na Plateia – Mostra de teatro do concelho de Loures.

Actualizado a 16/05/2024
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