Inaugura, no próximo dia 21 de maio, às 18h00, a exposição temporária “Padre Himalaya – Visionário e Inventor”, no Núcleo Museológico do Casal da Falagueira, sede do Museu da Amadora.
Conheça a história de Manuel António Gomes, mais conhecido como Padre Himalaya, que viveu durante alguns anos na zona da Damaia, nomeadamente no Palácio dos Condes da Lousã. Foi sacerdote, cientista e inventor e um dos pioneiros mundiais no aproveitamento da energia solar, ganhando prémios internacionais e prestígio mundial. A Câmara Municipal da Amadora pretende, através desta mostra, homenagear esta personalidade de destaque que viveu e desenvolveu um trabalho notável na Amadora, no início do século XX.
A exposição estará patente até 9 de maio de 2027.

Mais conhecido por Padre Himalaya, alcunha que herdou do Seminário dada a sua elevada estatura, de espírito curioso e entusiasta, Padre Himalaya foi um viajante incansável, tendo vivido na Alemanha, França, Inglaterra, EUA e na Argentina.
Os seus interesses, estudos e textos, versavam áreas tão diversas como a Ciência, a Ecologia, a Educação, a Filosofia, a Medicina, a Religião ou a Economia.
“Padre Himalaya, nome pelo qual ficou conhecido Manuel António Gomes, nasceu em 1868 em Arcos de Valdevez e destacou-se pela sua curiosidade e espírito inovador. Viajante incansável, dedicou-se a áreas diversas como ciência, educação, filosofia, medicina e ecologia. Foi pioneiro no estudo da energia solar, criando o Pirelióforo e apresentando-o na Exposição Universal de St. Louis, em 1904.
Mais tarde, desenvolveu a Himalaíte, um explosivo não poluente, e viveu na Amadora, onde ensinou, cuidou da saúde da população e continuou as suas experiências. Hoje, o seu legado científico e humanista revela-se atual e merece reconhecimento, sobretudo no contexto das energias renováveis.”