Movimentar o corpo, a memória, as palavras e as coisas que nos atravessam na atualidade com vontade de criar arranjos para delirar a vida diante de uma realidade insuportável.
É com essa tensão que este laboratório-performance de Cristian Duarte se envolve, visando provocar uma experiência coletiva impulsionada por tudo o que nos compõe e nos comove.
Vasculhar com dança uma capacidade de sentir o sangue correndo na veia que perfura a carne cheia de sonho, que ri, e que chora. Será que algum dia perderemos a capacidade de nos emocionar?
Este caminho será excitado por uma ideia de ficção que Cristian Duarte vem estimulando nos últimos anos em uma zona de pesquisa que chama de “ficção química/ dramaturgia táctil”, que olha para a ficção enquanto uma extensão háptica da realidade, e para a química enquanto agente de emoção que navega nas entranhas da performatividade e suas variedades de representação.
Ficha artística: Conceção, criação e direção: Cristian Duarte. Em colaboração com 30 performers selecionados por convocatória pública.