A companhia Teatro da Terra, apresenta, no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, entre os dias 4 e 13 de dezembro, a peça “Quando Nós, os Mortos, Despertarmos”, a última peça escrita por Henrik Ibsen, dramaturgo norueguês considerado um dos fundadores do teatro moderno e entre os maiores de todos os tempos.
A peça, datada de 1899, evoca alguns temas recorrentes da sua obra, como o papel feminino numa sociedade talhada por homens e desvenda a história de uma mulher cuja vida e sonhos são destruídos por um artista que expôs a sua nudez como objeto artístico, deste modo secundarizando a sua existência e complexidade social e humana.
Depois de algum tempo expatriado, o escultor Arnold Rubek regressa à Noruega para passar o verão numa estância balnear com a sua esposa Maja, uma mulher que não o satisfaz por não ter sensibilidade artística.
Apesar da fama e do sucesso alcançado, Rubek sente uma enorme frustração porque conclui que, ao abrir mão do amor e da felicidade, acabou traindo a sua arte. Nesse momento reencontra Irene, a mulher que lhe serviu de modelo e inspiração para a criação de uma escultura considerada uma obra prima pelos críticos. Irene tinha-se afastado. Agora, ela acusa-o de lhe ter roubado a alma e sugado a energia vital. A sua vida e os seus sonhos foram destruídos por um artista que expôs a sua nudez como objeto artístico, sem sequer pensar o que isso significaria para ela. Mas este reencontro pode ser uma oportunidade para voltar atrás e corrigir os erros cometidos.

Ficha artística e técnica
Texto: Henrik Ibsen | Interpretação: Erica Rodrigues, Filipe Gomes, Marcello Urgeghe, Maria João Luís, Rodrigo Saraiva, Rúben Gomes, Sílvia Figueiredo | Tradução: Fátima Saadi e Karl Henrik Schollhammer | Encenação: António Simão | Cenografia e figurinos: Ana Teresa Castelo | Desenho de luz: Pedro Domingos | Assistência de encenação: Sílvia Figueiredo | Ilustração do cartaz: Daniel Sousa | Assistência de produção: Filipe Gomes, Carina R. Costa | Direção de produção: Pedro Domingos | Produção: Teatro da Terra 2025.