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Quatro coreografias num só espetáculo desafiam a definição de «Casa»

O espetáculo »Casa» pela Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, decorre no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Dança (29 de abril), que reúne quatro diferentes coreografias da autoria de seis coreógrafos distintos.

Sob o mote «Casa», o espetáculo homónimo apresenta diferentes visões sob este espaço físico ou onírico, que pode também não ser um espaço de todo, mas em que cabem sonhos, desejos, memórias e perdas.

“Sopro – A Garden full of Metal” é uma das visões sobre o tema e tem autoria de César Fernandes e André Mesquita. Neste trabalho, a dança inscreve o mistério entre carne e sombra e contemplamos a revelação que entrelaça o espírito com o quotidiano.

A Casa de Miguel Santos é apresentada em Habita-me, uma coreografia em que corpos despojados de símbolos e camadas culturais que outrora os moldaram emergem como casas habitadas de memórias.

Beatriz Mira e Tiago Barreiros apresentam Luz | Dez, uma reflexão sobre a lucidez, com duas personagens que se expressam na urgência de interações, esbatendo a fronteira entre o público e o privado.

Em mais uma destas propostas sobre o mesmo tema, uma bailarina encontra o seu corpo, o estúdio e o palco como lugares íntimos, de conforto, ainda que cheios de conflito. Suite é um trabalho com a marca de Vânia Doutel Vaz e constrói-se de significados múltiplos.

O questionamento sobre a nossa própria definição e interpretação de «casa» é um desafio inerente a estas coreografias, unidas num mesmo espetáculo.

Dando início a uma nova linha de atuação, a Rota dos Pequenos Palcos, com que a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo pretende chegar a novas pessoas, partilhando a essência daquilo que são, promovendo a cultura e utilizando a dança como ferramenta para o diálogo.

Acessibilidade: audiodescrição

Actualizado a 20/04/2026
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