O intercâmbio entre artistas de países que falam português está na génese do Festival Língua Terra, que decorre em Setúbal entre os dias 1 e 8 de junho, numa edição com intérpretes do Brasil, Guiné-Bissau, Cabo-Verde e Angola.
Os espetáculos, promovidos pela Câmara Municipal de Setúbal, sob a direção artística de Mônica Cosas, promovem o intercâmbio entre artistas de países unidos pela língua portuguesa e fomentam conexões culturais e criações artísticas colaborativas.
Tiganá Santana atua no último dia do festival, num espetáculo único, preparado exclusivamente para o Língua Terra, com voz, percussão, baixo e guitarras. O concerto de Tiganá Santana, pela primeira vez vem a Setúbal, passará por sua criação musical gravada ao longo dos anos, bem como por temas que ainda não apresentou ao público.
Primeiro compositor brasileiro a apresentar um álbum, como compositor e intérprete, de temas em línguas africanas, Santana levará ao palco algumas dessas músicas, como também aqueles em registro afro-luso-brasileiro.
O artista receberá nesse espetáculo as convidadas Mayra Andrade (Cabo-Verde) e Lenna Bahule (Moçambique), perfilando uma importante comunicação entre nações africanas e a nação brasileira por meio de uma estética que considera o atravessamento da língua portuguesa enquanto ponto comum.
A programação teve ainda concertos com Mart’Nália e Paulinho Moska e Karyna Gomes (com Jorge Almeida e Eliseu).
A 4.ª edição do Língua Terra, realizada com o apoio do Ibermúsicas, incluiu iniciativas paralelas, como uma exposição do pintor guineense Sidney Cerqueira, com inauguração a 7 de junho, no Fórum Municipal Luísa Todi. A programação integrou também um ciclo de cinema, que decorreu na Casa das Imagens Lauro António.