Inovação
Um projeto de desenvolvimento e implementação de uma estratégia que permita colocar a Região em rotas e plataformas internacionais, criando um ecossistema de inovação colaborativa metropolitano que acelere a competitividade e a coesão.Projetos e Iniciativas
Consolidar a região como território inovador
Um propósito alavancado nas potencialidades do capital simbólico da Região em torno das questões do “Mar, rios Tejo e Sado”, da criação de “rotas artísticas, culturais e paisagísticas de excelência”, da “interculturalidade, modos de vida e ligações a territórios de língua portuguesa.
As opções de hoje implicam o futuro de amanhã!
Ambição coletiva: A Área Metropolitana de Lisboa, associando as vantagens competitivas da inovação ao potencial do seu capital simbólico, ambiciona posicionar-se como um território líder em inovação que, contribuindo para a redução de disparidades a nível do desenvolvimento entre os diversos municípios que a compõem, promova, em simultâneo, um desenvolvimento harmonioso do território, assegurando a sua coesão interna e a convergência com os níveis médios de desenvolvimento da inovação europeia, apostando fortemente no posicionamento geoestratégico da Região.

Estratégia de Inovação para a Área Metropolitana de Lisboa
Inovação – a Estratégia
A Área Metropolitana de Lisboa (AML) conjuntamente com a Universidade Nova de Lisboa/Information Management School, os dezoito municípios que a integram e um conjunto alargado de peritos, nas mais diversas áreas da Inovação, contribuíram para o desenvolvimento de uma Estratégia de Inovação para a AML, ajudando a pensar coletivamente um projeto de desenvolvimento e implementação que permita colocar a Região em rotas e plataformas estratégicas internacionais criando um ecossistema de inovação colaborativa metropolitano que acelere drivers de competitividade e coesão.
Pretendemos, com esse trabalho colaborativo, composto por três volumes – 1. Diagnóstico; 2. Plano Estratégico e, 3. Plano de Ação, disponíveis para consulta nesta página, responder a dois grandes objetivos estratégicos para a Área Metropolitana de Lisboa:
1. Contribuir para uma região mais global, através do desenvolvimento de um conjunto de outputs/ inputs de inovação de “alto valor acrescentado”, de modo a garantir que o território seja propício ao desenvolvimento de dinâmicas inovadoras que, fomentando a atração e retenção de talentos e empreendedores, possa ser reconhecido no exterior como um território com qualidade de vida, ambiente favorável à criatividade, cocriação e geração de ideias;
2. Contribuir para o desenvolvimento de uma região mais coesa, através do reforço da capacitação institucional para modelos de governação mais flexíveis, participados e colaborativos, ativando estratégias de cooperação win-win que ditarão, de acordo com a vontade coletiva a dezoito, a evolução dos processos de inovação no futuro da AML e da sua possível replicação ao conjunto do território nacional, robustecendo também, a essa escala, a coesão do País.
Perspetivando o futuro, a AML terá assim de consolidar as suas bases atuais de atuação, desenvolver e adquirir competências complementares que lhe permitam uma maior adaptabilidade e crescimento sustentado e sustentável, com ganhos de eficiência, qualidade do apoio prestado e ganhos de escala para a Região.
Inovação – o Plano Estratégico
O Plano Estratégico de Inovação para a Área Metropolitana de Lisboa tem por âmbito nortear a atividade relacionada com o planeamento, implementação e gestão da inovação na região. O robustecimento dessa capacidade constitui um enorme desafio que, alcançado, ajudará o território a ter uma maior qualidade de vida para viver, trabalhar e visitar e a ser mais atrativo para empreendedores e investidores, que possam contribuir para potenciar o crescimento económico e o desenvolvimento da região.
O Plano resultou de uma discussão coletiva que envolveu cerca de uma centena de participantes:

1. Contributos de um grupo de oitenta interlocutores dos dezoito municípios que constituem a AML e que, trabalham as áreas temáticas e os respetivos projetos de desenvolvimento nos diversos domínios da inovação tendo colaborado em workshops de inovação, cogeração e criação de ideias;
2. Contributos desafiadores e de relevância estratégica de um conjunto de vinte peritos responsáveis pelas principais agências e associações com o foco na temático, trabalho, pensamento estratégico e reconhecido mérito tais como, Guta Moura Guedes (presidente e cofundadora da Experimenta Design); João Seixas (investigador do Instituto de Ciências Sociais e do Observatório das Metrópoles, Brasil); Jorge Coelho, Presidente INOV.Org e prof. em Inovação Organizacional); José Lopes Costa (Business Angel); Miguel Fontes (CEO Startup Lisboa); Maria Assunção Gato (investigadora na DINÂMICA’CET–ISCTE); Nuno Ventura Bento (CCDR-LVT); João Mendes Borga e Natália Santos (Agência Nacional de Inovação); Jorge Lagarto e Elsa Belo (Equipa LABX–Centro para a Inovação do Sector Público); Sérgio Barroso (CEDRU); Bernardo Santos e Sousa (Coordenador da Estrutura de Missão Portugal Digital); Vanda de Jesus (Diretora Executiva da Estrutura de Missão Portugal Digital); Pedro Ribeiro Santos (Conselho Regional de Inovação); Manuel Dias (Al Ambassador da Microsoft Portugal); Filipa Cardoso (Diretora da Revista Smart Cities); Ana Marques e Nuno Cavaco (coordenação dos Pilares 2 e 3 do Plano de Ação para a Transição Tecnológica); Henrique Mamede (Professor e Consultor de sistemas e arquiteturas de informação aplicacionais e tecnológicas).
Todos os outputs foram cruzados com a informação recolhida na anterior fase de diagnóstico, bem como com um conjunto de políticas públicas a diversas escalas (internacional, nacional e regional), com recurso a metodologias prospetivas, tendo em conta uma análise criteriosa, dos contextos interno e externo, face às principais ameaças, mas também fortes potencialidades da região, considerou-se como cenário mais adequado ao contexto metropolitano atual, a implementação de um cenário Realista-Incremental que permita a criação de condições estruturais para o incremento progressivo de abordagens inovadoras nos 18 municípios e nos seus territórios, assente num trabalho colaborativo continuado e de partilha de experiências.
Inovação – o Conceito, a Visão, os Eixos Estratégicos
Inovação – o conceito
Uma vantagem competitiva metropolitana que poderá ter a forma de processo/ projeto organizacional, produto/ serviço (aos níveis sociais, culturais, tecnológicos e outros) ou de marketing inovadores que recorrendo preferencialmente ao conceito de “inovação aberta”, proporcione avanços significativos no desenvolvimento da sustentabilidade e da coesão nos municípios da Região metropolitana como um todo, bem como na sua projeção internacional.
Inovação – a VISÃO
Atingir níveis de elevada atratividade e retenção de talento, apostando no capital simbólico da Região, na capacitação dos seus recursos humanos e na tecnologia enquanto ferramentas de aceleração da inovação com sustentabilidade para a construção de uma Região mais coesa, centrada nas pessoas e na sua qualidade de vida.
Inovação – Os Eixos Estratégicos

Inovação – o Plano de Ação
Este documento-síntese visa identificar um conjunto de projetos estruturantes que, em termos metodológicos, decorrem dentro de um ecossistema metropolitano de inovação fundamentado nos contributos dos trabalhos da fase um e dois – do Diagnóstico e do Plano Estratégico, respetivamente, culminando numa proposta de um sistema metropolitano de inovação e de um conjunto de dez projetos prioritários:

A Área Metropolitana de Lisboa, deverá debater, com o conjunto de ferramentas de que agora dispõe, a construção do seu modelo de inovação para os próximos anos, para que possa ser reconhecida nacional e internacionalmente nas suas dinâmicas de inovação. Na discussão, com o foco centrado nas áreas prioritárias, correspondentes aos cinco eixos estratégicos da Estratégia de Inovação para a Área Metropolitana de Lisboa, bem como aos seus três eixos estratégicos transversais, poderá, adotando metodologias, e estratégicas adequadas, com propósito, sentido crítico e consciência social, alcançar novos patamares de desenvolvimento para a Região.
Inovação – Iniciativas

Apresentação pública da Estratégia de Inovação para a Área Metropolitana de Lisboa, no passado dia 30 de junho no Beato Innovation District
A Estratégia de Inovação para a Área Metropolitana de Lisboa foi apresentada no passado dia 30 de junho, na sala Cookie 2, do Beato Innovation District – Unicorn Factory Lisboa. Na sessão de abertura, o Primeiro Secretário Metropolitano, Carlos Humberto de Carvalho, destacou que, “esta Estratégia representa um marco significativo no nosso compromisso coletivo de promover um ambiente propicio à inovação, ao crescimento e ao desenvolvimento sustentável, tendo como foco a melhoria da qualidade de vida em toda a nossa Região”.


A apresentação da Estratégia de Inovação para a Área Metropolitana de Lisboa, esteve a cargo do diretor da NOVA Information Management School, Miguel de Castro Neto e do coordenador do projeto, Vitor dos Santos.


Este Evento contou, ainda, com a participação de um conjunto de peritos nas diversa áreas da inovação – academia e instituições públicas- chave para o desenvolvimento da inovação na região tais como a CCDR-LVT, com a participação da sua presidente, Teresa Almeida; do vereador da Economia e Inovação da Câmara Municipal de Lisboa, Diogo Moura; da Agência Nacional de Inovação, através do ponto de contacto nacional Horizon Europe, Natália Dias e ainda do fundador da Nova Cidade Urban Analytics Lab, Miguel de Castro Neto. Neste debate, sobre o papel dos “Sistemas de Inovação Regionais”, moderado pelo diretor da Nova Innovation & Analytics Lab, Guilherme Vitorino, discutiu-se a singularidade da AML através das possíveis articulações entre capital simbólico e inovação; o papel da governança em ecossistema enquanto ferramenta para quebrar formas de trabalhar em silos; o papel da estrutura, dos incentivos e das relações de confiança entre atores bem como, a visão dos participantes, sobre o que poderá ser um projeto transformador ainda em falta e que seja agregador de toda a região.


Destaque também para a mostra de Projetos Inovadores com a colaboração do diretor executivo da Unicorn Factory, Gil Azevedo que apresentou a “Lisboa Innovation for All – European Capital of Innovation; o responsável pelo “Beato Living Lab”, Vitor Vieira; e dos projetos “Almada Innovation District” apresentado pelo diretor municipal da CM Almada, Paulo Pais; “Mafra Destino Turístico Sustentável”, apresentado pelo vereador do turismo da CM Mafra, Pedro Carmo Silva e, “Seixal Criativo”, apresentado pelos coordenadores do projeto da CM Seixal, Maria João Santos e Edmundo Nobre.






No encerramento, o vice-presidente do Conselho Metropolitano de Lisboa, Hugo Moreira Luís, destacou a importância desta Estratégia para um compromisso coletivo com o futuro no sentido de transformar a AML num exemplo vivo de inovação e prosperidade.



Inovação Social e Circularidade
A AML é parceira do Grupo de Ação Local – Urbact – IV – Projeto Let’s Go Circular, um programa europeu de aprendizagem e troca de experiências na promoção do desenvolvimento urbano sustentável. Este Projeto consiste na definição de linhas de ação e organização das respetivas equipas temáticas que colaboram, conjuntamente com a Lisboa E-Nova e a Direção Municipal de Economia e Inovação, no URBACT Let’s Go Circular, elaborando conjuntamente um Plano de Ação Integrado para a Economia Circular em Lisboa 2023-2025.
De referir a mais-valia estratégica na vocação deste tipo de projetos de “inovação aberta” para a “inspiração” na criação de valor público por meio de geração de novas ideias, serviços, relacionamentos e aprendizagem coletiva, fortalecendo a confiança institucional e, nesse sentido, em linha com as orientações estratégicas do Plano Estratégico para a Inovação da AML, consubstanciando-se em aprendizagem focada no eixo 4. Criatividade, Empreendedorismo e Inovação.
Indicadores de Inovação
Painel Europeu da Inovação
PORTUGAL REFORÇA A SUA POSIÇÃO NO ATUAL QUADRO EUROPEU DA INOVAÇÃO OCUPANDO O 16º LUGAR ENTRE OS 27 ESTADOS-MEMBROS
No quadro atual europeu da inovação e, de acordo com os dados recentemente publicados do European Innovation Scoreboard (European innovation scoreboard – European Commission), Portugal reforça a sua posição, face a 2024, passando do 19.º para o 16.º em 2025 entre os 27 estados-membros. Embora o país se mantenha na categoria de Inovador Moderado, aproxima-se da média europeia, com mais três pontos percentuais face a 2024 e nove face a 2018- situando-se o seu índice atual em 90,7%.
Nota:para mais informação consultar- European innovation scoreboard – European Commission (europa.eu)
PERFIL REGIONAL DA GRANDE LISBOA
O Regional Innovation Scoreboard 2025 (Regional innovation scoreboard – European Commission), que analisa comparativamente 241 regiões europeias indica, pela primeira vez, a região da Grande Lisboa, como Strong Innovator, com 109,6% da média da União Europeia.
De entre as regiões europeias, em análise, a da Grande Lisboa ocupa o 77º lugar a nível europeu. Esta tendência crescente consolidou-se, nos últimos anos, registando um crescimento de 18,7% desde 2018.
Entre as nove regiões portuguesas, a Grande Lisboa lidera, destacando-se em áreas como emprego em TIC, vendas de inovação novas no mercado e co- Publicações científicas.

INDICADORES DE DESEMPENHO
BENCHEMARKING ATUAL




TENDÊNCIAS DE DESEMPENHO

INDICADORES ESTRUTURAIS

Nota:
Para mais informação consultar- Regional innovation scoreboard – European Commission (europa.eu)
Global Innovation Index 2025
Portugal mantém o 31º lugar no Global Innovation Index 2025 (GII)
Posição global
Portugal mantem o 31º lugar, face a 2024, entre 139 economias avaliadas, mais seis do que no ano transato. No contexto europeu posiciona-se na 16ª economia mais inovadora da União Europeia.
Das sete áreas analisadas, Portugal destaca-se positivamente no indicador Capital Humano e Investigação, onde ocupa a 21.ª posição no ranking mundial, nos Outputs Criativos e Sofisticação do Mercado, 25.ª e 26.ª posições, respetivamente.
Contudo, nas Infraestruturas, Portugal, apesar de uma melhoria no ranking, face a 2024, mais quatro pontos percentuais, ocupa ainda a 42ª posição. Em Sofisticação dos Negócios, Outputs de Conhecimento e Tecnologia e Instituições, posiciona-se em 34ª, 36ª e 38ª, respetivamente.
Top 10 mundial
Suíça, Suécia, EUA, Coreia do Sul, Singapura, Reino Unido, Finlândia, Holanda, Dinamarca e China, esta última, entrou pela primeira vez no top 10, reforçando o peso asiático no ecossistema global de inovação.
Melhores da Europa do Sul
Itália (28º), Espanha (29º) e Portugal (31º)
Tendência Global
O GII 2025 reflete uma tendência mundial para o decréscimo do investimento em inovação a nível mundial, com um ligeiro crescimento de apenas 2,3% para 2025.
Desafios para a Inovação em Portugal
A manutenção da 31.ª posição no Global Innovation Index 2025 indica que o Pais continua a demonstrar alguma competitividade em inovação, permanecendo, porém, abaixo do esperado ao nível de uma economia mais desenvolvida.
O relatório destaca o potencial crescente de Lisboa e Porto como “regional innovation clusters”, com Lisboa a subir no ranking europeu de ecossistemas inovadores devido ao crescimento de start-ups e investimento em mobilidade, energia e cultura.
As principais forças encontram-se no capital humano, criatividade e diversificação económica sendo que os principais desafios continuam a ser estruturais, com especial destaque para a produtividade, infraestruturas e valorização tecnológica.
De destacar ainda, enquanto fatores positivos para Portugal, o crescimento do número de pedidos de patentes internacionais (6,7%), da produção científica (número de artigos técnicos publicados), ocupando atualmente o 11º lugar no ranking mundial, da melhoria em infraestrutura digital, com uma maior penetração do 5G e do crescimento da utilização de veículos elétricos.
Ver documento em: Global Innovation Index 2025. Innovation at a Crossroads