A AML integra o projeto europeu SMARTER
O que é o projeto SMARTER?
A sigla SMARTER resulta do objetivo principal do projeto: “Transformação Sistémica para a Resiliência Climática Local e Regional (do inglês: “SYSTEMIC TRANSFORMATION TOWARDS LOCAL AND REGIONAL CLIMATE RESILIENCE”).
Com efeito, no projeto SMARTER pretende-se reforçar a resiliência climática ao nível local e regional, adotando uma abordagem holística dos problemas que permita a conceção e implementação de soluções baseadas na natureza (NBS, do inglês: “Nature Based Solutions”).
O SMARTER utilizará, de forma otimizada, as diferentes características regionais -como sejam as paisagens, as economias e as culturas – e mobilizará redes de parceiros locais e regionais, concentrando-se no desenvolvimento de NBS e no fortalecimento das “vantagens comparativas” regionais.
Neste âmbito, pretende-se criar uma rede constituída por 10 regiões e cidades – organizadas em seis Laboratórios de Adaptação Climática (CAL, ver Figura seguinte) – para desenvolver e testar esta abordagem holística e o seu potencial de replicação.

Os CAL (Climate Action Labs) definidos no SMARTER e características das regiões.
Qual o papel da AML no projeto SMARTER?
O projeto, coordenado pela Bélgica, integra um total de 18 participantes. Portugal é um parceiro, através da Área Metropolitana de Lisboa (AML), com o caso concreto do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de Lisboa (PMAAC AML). Recorde-se que o PMAAC-AML contempla um conjunto de ações a desenvolver, no intuito de adaptar o território às vulnerabilidades e aos riscos, favorecendo a resiliência climática.

O projeto SMARTER tem uma dotação global de 8 794 976,25 €, sendo financiado a 100% pela Comissão Europeia através do Horizon Europe. O projeto foi aprovado pela Comissão Europeia e o valor atribuído à AML é de 238 227,50 €.
Reunião de kick-off em Ostend (Bélgica)
A AML participou na reunião de kick-off do projeto SMARTER – “SYSTEMIC TRANSFORMATION TOWARDS LOCAL AND REGIONAL CLIMATE RESILIENCE”. O evento decorreu nos dias 10 a12 junho e teve lugar na cidade costeira de Ostend, na Bélgica. Participaram cerca de 50 pessoas provenientes de diferentes regiões e cidades europeias. Portugal esteve também representado pela Universidade Nova de Lisboa.

Os objetivos do evento foram os seguintes: 1) desenvolver uma visão comum e partilhada sobre a adaptação climática sistémica, 2) apresentar e discutir as necessidades das várias regiões e 3) trocas informais entre os parceiros.
No primeiro dia os seis Laboratórios de Ação Climática ou “Climate action Labs”/CALs (cidades e regiões atuando como demonstradores ou replicadores) apresentaram os diferentes desafios e oportunidades para a adaptação e resiliência climática.

O segundo dia serviu para comparar as ferramentas e abordagens disponíveis, tendo presentes as necessidades das regiões.
No terceiro dia – opcional – decorreram visitas, a pé e/ou de bicicleta, à zona de Vuurtorenwijk, também em Ostend, dedicadas às questões do planeamento urbano e dos desafios colocados pelas alterações climáticas. Seguiram-se discussões em grupo sobre a possibilidade de implementação de soluções baseadas na natureza (NBS, do inglês: “Nature Based Solutions”). Foi também desenvolvido um jogo que ilustrou bem como todas as questões e decisões relacionadas com a acessibilidade têm impacte em vários aspetos do desenho das cidades.

O evento foi considerado um grande sucesso na identificação das prioridades e dos desafios para o primeiro ano do projeto. Com base nas apresentações, nas interações com os participantes, nas sessões de discussão em grupo e na visita de campo, foram tomadas algumas decisões importantes sobre o desenvolvimento do projeto.
Este encontro foi precedido por uma semana de curtas apresentações digitais preliminares, abordando os vários pacotes de trabalho, facto muito apreciado por todos os participantes, por ter facilitado o enquadramento do projeto.
Recorde-se que a área metropolitana de Lisboa e os seus 18 municípios irá constituir-se como um dos seis CAL que integram o projeto SMARTER, e irá centrar-se na resiliência estuarina e costeira, numa área densamente povoada e socioeconomicamente diversa. Os principais desafios deste CAL incluem as inundações, a subida do nível do mar e a proteção dos grupos mais vulneráveis.
Cada CAL poderá assim oferecer uma oportunidade para demonstrar como abordagens sistémicas e o envolvimento das partes interessadas podem unir agendas divergentes para uma resiliência urbana em larga escala.
Fase de desenvolvimento dos trabalhos
Os trabalhos do SMARTER tiveram início em junho de 2025 e está previsto que terminem em maio de 2029.