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Carta de Intenções para a Cultura

Democratizar a cultura

A Área Metropolitana de Lisboa e os seus 18 municípios assumiram, publicamente, continuar a intervir para democratizar a cultura à população da região, através da assinatura da Carta de Intenções para a Cultura da área metropolitana de Lisboa, que visa o reforço da cultura em rede e “dar sequência a um processo de participação alargada e de diálogo entre os municípios e todos os agentes culturais que fazem e promovem cultura”.

A assinatura da carta foi feita durante a conferência “Cultura em Rede”, que decorreu em Oeiras, no dia 19 de abril de 2023, e que juntou autarcas dos 18 concelhos da AML, um painel prestigiado de oradores e cerca de 250 participantes.

Entre as ações preconizadas na carta destacam-se a criação de roteiros patrimoniais metropolitanos, a articulação de dinâmicas culturais em rede, a criação de uma agenda cultural metropolitana, a dinamização de ações formativas, a promoção do ensino artístico e a criação de programas de apoio que promovam a partilha e a itinerância das estruturas artísticas pelo território.

A carta “é o início da construção de um plano estratégico e de um plano de ação que queremos para a cultura na área metropolitana de Lisboa”, como referiu o secretário metropolitano Emanuel Costa, durante a apresentação da carta, que decorreu no Forte de São Julião da Barra.

Antes, no período da manhã, no Auditório Eunice Muñoz, já Isaltino Morais, presidente da Câmara Municipal de Oeiras, tinha destacado a importância do trabalho em articulação e da partilha de conhecimentos: “Parte da nossa missão só pode ser bem cumprida numa articulação intermunicipal regional e é essa articulação que, através da cultura, aqui estamos a valorizar”.

Durante a sessão de abertura, o primeiro-secretário metropolitano, Carlos Humberto de Carvalho, destacou as potencialidades do território, recordando os tempos da pandemia “em que a cultura se reinventou, tendo surgido uma nova forma de pensar a programação dos territórios, materializada com a candidatura Programação em Rede – Mural 18, que nos colocou numa posição de pensar o território da área metropolitana de Lisboa, e de conhecer as políticas culturais e estratégias para a cultura de cada concelho”.

Para Carlos Humberto de Carvalho, está na altura de “dar continuidade à semente plantada no Mural 18, por isso é importante apelar à mobilização, ao envolvimento político de todos para promover o diálogo intercultural, na sua diversidade, para assim se melhorar a qualidade de vida das populações, e valorizar o território metropolitano”.

O primeiro-secretário metropolitano rematou a sua intervenção, destacando que “O caminho da AML terá de ser o de criar uma visão ambiciosa e abrangente da produção, programação, e da divulgação cultural, que ajude a afirmar local, nacional e internacionalmente o nosso território como polo de excelência”.

O encerramento da conferência esteve a cargo de Carla Tavares, presidente do conselho metropolitano, e de Pedro Adão e Silva, ministro da Cultura.

Na sua intervenção, a presidente do conselho metropolitano reforçou os princípios da carta de intenções para a cultura da área metropolitana de lisboa: “Se queremos preservar a cultura, devemos continuar a promovê-la, e vamos fazê-lo, em rede. A assinatura deste documento hoje é um sinal claro dado pelos 18 municípios que pretendem aprofundar a cooperação trabalhando em conjunto para criar sinergias que vão beneficiar todos”.

Carla Tavares, fez ainda uma analogia com o passe Navegante: “Esta carta está para a cultura como a criação do Navegante esteve para a mobilidade dentro da área metropolitana. O Navegante trouxe uma revolução à maneira como nos movimentamos. Teve o condão de nos aproximar e de facilitar que os nossos cidadãos descubram os municípios vizinhos. Foi possível fazê-lo para a mobilidade. Sabemos que vai ser possível fazê-lo para a cultura”.

O ministro da Cultura, por sua vez, realçou a importância da cultura na construção de identidades e na transformação positiva do território, referindo-se à cultura como o “elevador social do século XXI”.
Pedro Adão e Silva defendeu, ainda, a importância de uma diversificação do financiamento do setor e a necessidade de criar uma resposta integrada, com mais entidades privadas na cultura, e uma “maior presença do ministério da Cultura e do poder local”.

Conheça aqui a Carta de Intenções para a Cultura da área metropolitana de Lisboa.

Actualizado a 2/08/2023
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