A Metropolitana e a conquista da Liberdade
A Metropolitana, de Mário Linhares, é um mural, com cerca de mil azulejos, pintados à mão na fábrica Viúva Lamego, que respeita a história e a tradição da azulejaria portuguesa.
A obra, que corporiza a conquista da liberdade e do poder local, foi uma encomenda da Área Metropolitana de Lisboa ao artista plástico Mário Linhares, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril.
A peça representa os 18 municípios da AML: de um lado, estão os nove municípios situados a norte do Tejo (Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira), enquanto do outro lado se encontram os nove a sul do rio (Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal).
No centro da obra, destaca-se uma figura feminina, A Metropolitana, que é, tal como a figura da República, uma pessoal real, cujo retrato feminino “alude à vida e à humanização do território, emergindo da paisagem construída e habitada, uma pessoa totalmente emancipada enquanto filha da liberdade conquistada no 25 de Abril”.
O mural de azulejos, integrado no espaço do Palacete Mascarenhas, e com a paisagem do rio Tejo como pano de fundo, pode ser visitado na sede da Área Metropolitana de Lisboa (AML), no miradouro do Palácio Mascarenhas, número 23, da Rua Cruz de Santa Apolónia, de segunda-feira a sexta-feira, entre as 8h00 e as 20h00.









Sobre a obra
Da autoria do artista plástico Mário Linhares, A Metropolitana é um mural de azulejos, de grande dimensão, executado de acordo com a história e a tradição da azulejaria portuguesa, que apresenta os 18 municípios da AML, de um lado, os nove municípios a norte do Tejo, e do outro, os nove municípios a sul do Tejo, e uma figura feminina, ao centro.
A figura feminina alude à vida e à humanização do território, emergindo da paisagem construída e habitada como A Metropolitana, uma pessoa totalmente emancipada enquanto filha da liberdade conquistada no 25 de abril.
Enquanto cresce e se desenvolve, tem nos brincos a leveza da herança dos cravos de Abril a assinalar os 50 anos de liberdade. O amarelo do vestido, remete para a cor da Área Metropolitana de Lisboa, e relembra o quão valioso é o território que habitamos, deixando que o desenho dos municípios habite nele, como tatuagens num tecido urbano que nos rodeia e protege.
Para Mário Linhares o olhar e o rosto simbolizam “um território onde vale a pena viver e onde vale a pena construir a nossa vida”.

Na fábrica Viúva Lamego, o desenho em aguarela transforma-se em pintura e vidrado através da técnica tradicional da azulejaria portuguesa.

No primeiro esboço para o painel, a Metropolitana emerge a partir das vistas dos vários municípios.

A Área Metropolitana de Lisboa é habitada por pessoas, aqui representadas por uma mulher independente, confiante, destemida e geradora de vida, a Metropolitana.

Os municípios da Área Metropolitana de Lisboa marcam a paisagem e são desenhados em azul ultramarino num jogo entre quebrar regras antigas e criar novas.

Os cravos de Abril continuam a lembrar como a liberdade é frágil e está em contínua construção. Se tratada como uma flor, a liberdade dá-nos a leveza de baloiçar pelo encanto da vida.
A Metropolitana | Produção
Realização, com referência ao processo criativo, do Mural “A Metropolitana”, da autoria de Mário Linhares.
A Metropolitana | Inauguração
A Metropolitana, de Mário Linhares, foi inaugurada no dia 29 de novembro de 2024. Pode ser visitada na sede da Área Metropolitana de Lisboa (AML), no terraço do Palacete Mascarenhas, número 23 da Rua Cruz de Santa Apolónia, de segunda a sexta-feira, entre as 8h00 e as 20h00.
A Metropolitana dá rosto às pessoas, à conquista da liberdade e do poder local democrático, que celebramos no 50.º aniversário do 25 de Abril de 1974 – a Revolução dos Cravos.
Que ninguém cerre “as portas que Abril abriu”.