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Especialistas europeus reuniram-se na Área Metropolitana de Lisboa para discutir políticas alimentares sustentáveis

A Área Metropolitana de Lisboa recebeu nos dias 17 e 18 de setembro, a sexta reunião presencial da Parceria para a Alimentação, uma das parcerias temáticas da Agenda Urbana para a União Europeia, dedicada à transformação dos sistemas alimentares e ao desenvolvimento de políticas alimentares mais sustentáveis.

Durante dois dias, os membros desta parceria analisaram e validaram os resultados das ações em desenvolvimento, e definiram prioridades para 2027.

Na sessão de abertura, a secretária metropolitana, Cristina Escórcio, deu as boas-vindas aos participantes, referindo-se à alimentação como “uma temática importante na Área Metropolitana de Lisboa”, e ao encontro como “uma oportunidade única para validar resultados essenciais, alinhar as ações futuras e definir os nossos objetivos estratégicos de advocacia e de capacitação para 2027”.

Ainda no primeiro dia de trabalhos foram realizados dois workshops dedicados a duas das sete ações do Plano de Ação da Parceria temática que integraram os municípios da AML e parceiros da rede FoodLink, foi ainda apresentada a Rede FoodLink – rede regional para a transição alimentar na região metropolitana de Lisboa, o Projeto Foodlink.TAC, e a Estratégia para a Transição Alimentar da AML, seguindo-se uma deslocação à Quinta do Pisão, em Cascais, onde foram apresentados projetos e experiências do município relacionados com a alimentação, nomeadamente os modelos de conservação da natureza e de preservação da biodiversidade e de governança da atividade agrícola. O programa inclui ainda a apresentação de um projeto da metrópole de Lille dedicado às redes sociais alimentares.

O segundo dia foi dedicado à análise das restantes ações da parceria e à definição das principais atividades para 2027, incluindo estratégias de disseminação e valorização dos resultados, identificação de necessidades de conhecimento especializado e criação de sinergias com outras parcerias e iniciativas europeias.

Entre os principais desenvolvimentos discutidos destacam-se a realização de novas atividades de formação em políticas alimentares urbanas, a promoção de um seminário online sobre terrenos públicos, a seleção de indicadores para sistemas alimentares urbanos e a elaboração de um novo regulamento de contratação pública de alimentos sustentáveis.

Ao acolher este encontro, a Área Metropolitana de Lisboa reforçou o seu papel na cooperação europeia e na construção de respostas metropolitanas para os desafios dos sistemas alimentares, contribuindo para aproximar a experiência das cidades e regiões das políticas e instrumentos da União Europeia.

A participação da AML na Parceria Temática para a Alimentaçãoinsere-se, assim, numa estratégia mais ampla de cooperação e partilha de conhecimento, que permite à região acompanhar experiências desenvolvidas noutros territórios europeus e, simultaneamente, dar a conhecer projetos e soluções desenvolvidos na Área Metropolitana de Lisboa.

Parceria para a Alimentação da Agenda Urbana

A Área Metropolitana de Lisboa é, com a cidade de Milão, uma das entidades coordenadoras da Parceria Temática para a Alimentação da Agenda Urbana para a União Europeia, que reúne 26 parceiros de diferentes países e níveis de governação, incluindo autoridades nacionais, cidades e áreas metropolitanas, organizações europeias, instituições académicas e a Comissão Europeia.

A Parceria Temática para a Alimentação, lançada em janeiro de 2024, pretende reforçar a cooperação entre os diferentes atores envolvidos nos sistemas alimentares e promover uma abordagem integrada, colocando as cidades no centro da transformação para modelos alimentares mais sustentáveis.

O trabalho da parceria procura contribuir para uma melhor regulamentação, um melhor acesso ao financiamento e uma maior produção e partilha de conhecimento.

Neste âmbito, a parceria definiu sete áreas de ação, que incluem a criação de recomendações para políticas alimentares locais, a valorização do papel das entidades regionais e nacionais, a formação em políticas alimentares urbanas, o aproveitamento de terrenos públicos para fins alimentares, a definição de indicadores para acompanhar os sistemas alimentares urbanos e a promoção de modelos de contratação pública de alimentos mais sustentáveis.

Actualizado a 22/09/2026
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