A Área Metropolitana de Lisboa participou na reunião de lançamento do projeto SMARTER – “Systemic Transformation Towards Local and Regional Climate Resilience”, nos dias 10, 11 e 12 de junho, na cidade costeira de Ostend, na Bélgica.
Participaram cerca de 50 pessoas provenientes de diferentes regiões e cidades europeias. Portugal esteve também representado pela Universidade Nova de Lisboa.
Desenvolver uma visão comum e partilhada sobre a adaptação climática sistémica, e apresentar e discutir as necessidades das várias regiões foram os principais objetivos do evento.
No primeiro dia, foram apresentados os diferentes desafios e oportunidades para a adaptação e resiliência climática, através de seis Laboratórios de Ação Climática.
O segundo dia serviu para comparar as ferramentas e abordagens disponíveis, tendo presentes as necessidades das regiões.

No terceiro dia – opcional – decorreram visitas, a pé ou de bicicleta, à zona de Vuurtorenwijk, também em Ostend, dedicadas às questões do planeamento urbano e aos desafios colocados pelas alterações climáticas. Seguiram-se discussões em grupo sobre a possibilidade de implementação de soluções baseadas na natureza (“Nature Based Solutions”).
Foi também desenvolvido um jogo que ilustrou como a acessibilidade têm impacte em vários aspetos do desenho das cidades.

O evento foi considerado um grande sucesso na identificação das prioridades e dos desafios para o primeiro ano do projeto.
Com base nas apresentações, nas interações com os participantes, nas sessões de discussão em grupo e na visita de campo, foram tomadas algumas decisões importantes sobre o desenvolvimento do projeto.
Este encontro foi precedido por uma semana de curtas apresentações digitais preliminares, abordando os vários pacotes de trabalho.
Recorde-se que a Área Metropolitana de Lisboa e os seus 18 municípios irão constituir-se como um dos seis Laboratórios de Ação Climática que integram o projeto SMARTER, centrado na resiliência estuarina e costeira, numa área densamente povoada e socioeconomicamente diversa.
Os principais desafios deste Laboratório de Ação Climática incluem as inundações, a subida do nível do mar e a proteção dos grupos mais vulneráveis.
Cada Laboratório de Ação Climática poderá assim oferecer uma oportunidade para demonstrar como abordagens sistémicas e o envolvimento das partes interessadas podem unir agendas divergentes para uma resiliência urbana em larga escala.
Recorde-se que os trabalhos do SMARTER irão prolongar-se até maio de 2029, e são financiados a 100% pelo Programa “Horizon Europe”.