A Área Metropolitana de Lisboa reafirma a liderança nacional no desenvolvimento da sociedade da informação em Portugal. As conclusões do estudo constam do relatório técnico do Índice Digital Regional 2025, elaborado pelo Gávea – Observatório da Sociedade da Informação da Universidade do Minho, da autoria de Luís Miguel Ferreira e Luís Amaral.
O estudo equacionou a recente divisão administrativa do território metropolitano em duas regiões NUTS II Grande Lisboa e Península de Setúbal e revela que a Grande Lisboa e a Península de Setúbal ocupam, respetivamente, o primeiro e o segundo lugares do ranking nacional, sendo as principais impulsionadoras da média do país.
O estudo do Gávea assenta na análise de 156 indicadores, estruturados em quatro sub-índices fundamentais: contexto, infraestrutura, utilização e impacto. A influência da área metropolitana de Lisboa no conjunto de dados é tão expressiva que, em dois terços do total dos 156 indicadores, uma destas duas regiões NUTS II atinge a pontuação máxima de referência.
A elevada densidade de instituições de ensino superior, polos de inovação e qualificações da população ativa, o domínio no uso efetivo de serviços digitais, e-commerce e interação digital com a administração pública e a maior relevância da economia digital no tecido empresarial, empregabilidade em setores tecnológicos e criação de valor digital na região contribuíram para estes resultados.
Desafios cruciais na transição digital e inteligência artificial
O relatório deixa, contudo, um alerta: os avultados montantes de fundos estruturais aplicados ao longo de décadas não conseguiram travar a persistência das assimetrias digitais.
Este fosso regional torna-se ainda mais crítico quando confrontado com os dados do Eurostat citados no documento: entre 2021 e 2025, Portugal foi o país da União Europeia que menos cresceu na adoção de inteligência artificial pelas empresas, ocupando um discreto 21.º lugar europeu em 2025.
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