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Curso Online dá a conhecer Património e Arte Urbana da área Metropolitana de Lisboa

A Igreja Matriz de Santa Iria de Azóia, em Loures, o Palácio Nacional de Mafra, e as embarcações tradicionais do Tejo, na Moita, são apenas três dos 18 elementos patrimoniais que fazem parte do curso “Património Arquitetónico e Arte Urbana”, que a AML disponibiliza gratuitamente para todos que pretendam conhecer um pouco melhor o património material e imaterial da região.

Igreja Matriz de Santa Iria de Azóia (Loures)

Igreja de planta longitudinal irregular, com fachada seiscentista. É constituída por uma nave, capela-mor, coro-alto, duas capelas laterais, sacristia, batistério e torre sineira.

Essencialmente barroca, a sua primeira referência remonta a 1558, e está inscrita no túmulo de Jorge de Barros, um fidalgo de D. João III. Foi depois remodelada no início do séc. XVII. O portal principal, datado de 1715, marca o período final da remodelação do templo.

Palácio Nacional de Mafra

É o monumento mais emblemático do barroco em Portugal. É uma construção do séc. XVIII formada por um paço real, uma basílica e um convento, com 38.000 m2, 1200 divisões, 4700 portas e janelas e um dos maiores corredores em palácios da europa, com 232 metros de comprimento, que ligam os aposentos do rei aos aposentos da rainha.

A sua fachada desenvolve-se numa extensão de 220 metros, com a basílica ao centro, rodeada pelo palácio do rei, a norte, e da rainha, a sul.

Os dois carrilhões com 92 sinos (o maior conjunto histórico do mundo), uma biblioteca com mais de 38.000 volumes e as coleções de arte são ex-libris do palácio. O Palácio marca também o fim da monarquia, pois foi daqui que partiu D. Manuel II para o exílio, em 5 de outubro de 1910.

Embarcações tradicionais do Tejo (Moita)

Lisboa tinha na margem sul do Tejo uma das suas principais fontes de abastecimento. Não existindo pontes, a travessia do Tejo só poderia ser feita de barco. Foi neste contexto que a indústria naval adquiriu uma enorme importância, com o desenvolvimento de barcos adequados às necessidades de transporte, como fragatas, faluas, varinos, canoas e botes.

Estas embarcações do séc. XVI, que transportavam para a cidade de Lisboa pessoas, alimentos, animais, cal, sal, cortiça, e lenha, entre outros produtos, estão a ser recuperados e preservados na Moita, como património cultural do Tejo.

Destas, destaca-se o varino “O Boa Viagem”, de vinte metros de comprimento e cinco de largura, com fundo chato e proa redonda, que foi classificado como um bem cultural de interesse municipal, e pode ser encontrado no Cais da Moita.

A Câmara Municipal da Moita possui ainda o bote “A Pombinha”, com quinze metros de comprimento e quase cinco de boca, e 1,6 de pontal.

Para ficar a conhecer melhor estes três ícones patrimoniais da área metropolitana de Lisboa, e os restantes quinze, um por cada um dos 18 concelhos, inscreva-se no curso “Património Arquitetónico e Arte Urbana”.

Com vídeos e textos, o curso revisita também alguns episódios da história de Portugal, e dá a conhecer particularidades arquitetónicas e outras curiosidades.

Decorre num ambiente de aprendizagem virtual, vocacionado para um grande número de pessoas, e configura uma abordagem inédita por parte de uma instituição intermunicipal.

Pode ser feito ao ritmo de cada participante, num percurso cultural que demorará, no total das unidades formativas, cerca de cinco horas. No final de cada unidade formativa, haverá um momento de avaliação, através de quizzes.

O curso lança, ainda, um olhar contemporâneo sobre uma das formas de arte emergente na região, a arte urbana (veja aqui um pequeno vídeo de apresentação do curso).

Está disponível na plataforma digital NAU (aqui), até abril de 2023.

Actualizado a 19/04/2023
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