Na região, o início do eclipse parcial decorrerá às 18h39, com a fase máxima às 19h36. O fim do eclipse ocorrerá às 20h29, mas há que ter em conta os riscos associados, as recomendações de segurança e as medidas preventivas emitidas pela DGS.
No próximo dia 12 de agosto (quarta-feira), ocorrerá um eclipse solar visível em Portugal, com uma magnitude astronómica de 0,950 na área metropolitana de Lisboa, o que corresponde a uma ocultação de cerca de 95% do disco solar pela Lua.
Na região, o início do eclipse parcial decorrerá às 18h39, com a fase máxima (ocultação de cerca de 95% do disco solar), às 19h36. O fim do eclipse ocorrerá às 20h29 (o Sol põe-se pelas 20h35, já muito perto do fim do evento). A duração total deste evento será de cerca de 1 hora e 50 minutos.
Atendendo ao previsível número elevado de pessoas que irão observar o eclipse e possíveis riscos que estão associados, divulgamos as recomendações de segurança e as medidas preventivas emitidas pela DGS para a população.
Ações recomendadas sobre a observação segura do eclipse
– Nunca olhar diretamente para o Sol sem a proteção adequada (óculos certificados)
– Verificar os óculos para observação do eclipse (utilizar apenas óculos certificados (marcação CE e norma ISO 12312-2 visível nos óculos), sem riscos, furos, fissuras ou outros danos. Não utilizar alternativas aos óculos certificados (os óculos de sol, mesmo muito escuros, não protegem contra os danos causados pela observação direta do Sol.
– Não observar o Sol através de telescópios, binóculos, máquinas fotográficas ou outros equipamentos óticos sem filtros solares especificamente concebidos para esse efeito
– Colocar os óculos antes de olhar para o Sol e manter os óculos colocados durante toda a observação, mesmo na fase de eclipse total (retirar os óculos apenas depois de desviar completamente o olhar do Sol)
– Proteger as crianças: as crianças pequenas ou bebés não devem observar diretamente o eclipse, mesmo utilizando óculos certificados, uma vez que podem retirá-los inadvertidamente. Privilegiar métodos indiretos de observação, como a projeção da imagem do Sol ou a visualização através de transmissões em direto (p.e. televisivas ou digitais). Nas crianças mais velhas, explicar previamente a forma correta de utilização dos óculos e assegurar supervisão permanente durante a observação.
– Estar atento a sintomas após a observação – a observação direta pode provocar lesões sem dor, pois a retina não tem recetores da dor. Os sintomas podem-se manifestar horas a dias depois (a queimadura solar pode provocar visão turva ou desfocada, o aparecimento de uma mancha ou ponto cego no centro da visão, a alteração da perceção das cores ou sensibilidade anormal à luz).
– Em caso de sintomas deve ser contactado o SNS 24 para devido aconselhamento e encaminhamento.

Consulte aqui a proteção que os trabalhadores devem ter durante o eclipse solar.
Fotografia: Jongsun Lee @unsplash