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Encontro metropolitano em Alcochete deu a conhecer projetos desenvolvidos para as comunidades vulneráveis a 180 participantes

Cerca de 180 participantes estiveram reunidos no Fórum Cultural de Alcochete, num encontro metropolitano que serviu para mostrar o trabalho que os municípios de Alcochete, Moita e Montijo estão a desenvolver nos seus territórios para as comunidades em situação de vulnerabilidade, no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência em Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas na Área Metropolitana de Lisboa.

A abertura do encontro Comunidades em Ação – Operações Integradas Metropolitanas esteve a cargo de Fernando Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Alcochete, que classificou o dia como “feliz”, por se estar a assinalar a apresentação de um trabalho que “não sendo fácil, fará a diferença nos territórios e marcará a vida das pessoas”.

O autarca de Alcochete realçou a importância do encontro “para refletir sobre aquilo que tem sido o caminho feito, e também para ganhar a coesão necessária para continuarmos a desenvolver os trabalhos e os objetivos inerentes às operações que estão a ser desenvolvidas no terreno”.

Fernando Pinto mostrou ainda preocupação pelos prazos de execução que os municípios vão ter para desenvolver todas as tarefas que se propõem realizar tendo, no entanto, reforçado a convicção de que os municípios irão aproveitar a oportunidade “para mitigar as dificuldades e potenciar as oportunidades para construir um futuro melhor para todos, em sintonia com aquilo que é o nosso papel enquanto autarcas, que é servir a causa pública”.

Durante a manhã realizou-se uma mesa-redonda com os presidentes dos três municípios – Fernando Pinto, de Alcochete, Carlos Albino, da Moita e Nuno Canta, do Montijo, que discutiram com Catarina Carvalho, jornalista da Mensagem de Lisboa, a importância do programa Comunidades em Ação para a regeneração social de territórios onde habitam comunidades marcadas pela pobreza e pela exclusão social.

O encontro contemplou ainda um painel onde foram apresentados projetos que os municípios estão a desenvolver nos territórios, e que configuram novas respostas para o desenvolvimento destas comunidades. Participaram no painel Maria de Fátima Soares, vice-presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Maria Clara Silva, vereadora da Câmara Municipal do Montijo, Anabela Franqueira, diretora do departamento de Educação, Desenvolvimento Social e Cultura da Câmara Municipal da Moita, Ana Sofia Faria, diretora do Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira, e Ana Fina, técnica da Divisão de Desenvolvimento Social e Promoção da Saúde.

A sessão de encerramento esteve a cargo do primeiro-secretário metropolitano, Carlos Humberto de Carvalho, que referiu que o principal objetivo do plano metropolitano de apoio às comunidades desfavorecidas da área metropolitana de Lisboa é “formar pessoas capacitadas e livres, e semear a esperança nas nossas gentes”, e que isso se faz “com palavras e ações que resolvam os seus problemas”.

Para Carlos Humberto de Carvalho é urgente “interromper os ciclos de pobreza e de exclusão, e isso exige uma visão estratégica e um trabalho continuado e permanente, às vezes de décadas, para se conseguir alcançar este objetivo”.

O primeiro-secretário metropolitano destacou ainda a importância da primeira cimeira das áreas metropolitanas, realizada em 2018, entre as áreas metropolitanas do Porto e Lisboa e o governo, onde se identificaram alguns dos principais problemas dos territórios metropolitanos, como os transportes, a habitação e as questões sociais, que, por sua vez, permitiram tomar medidas e delinear respostas para a sua melhoria, que, em boa parte, estão hoje a ser concretizadas.

A segunda parte do encontro foi preenchido integralmente com visitas a projetos e programas que estão a ser desenvolvidos nos territórios dos três municípios para as comunidades em situação de vulnerabilidade. Visitou-se o Monte do Passil, em Alcochete, Pegões, no Montijo, e a Fonte da Prata, na Moita.

Este foi o segundo de seis encontros bianuais (o primeiro realizou-se em Lisboa, em setembro de 2023), que decorrerão até ao último trimestre de 2025, e que abrangerão o trabalho desenvolvido na totalidade dos 18 municípios da área metropolitana de Lisboa. O próximo será realizado no município de Loures, no próximo mês de junho.

Comunidades em Ação – Operações Integradas Metropolitanas

O Plano Metropolitano de Apoio às Comunidades Desfavorecidas da área metropolitana de Lisboa, que conta com um financiamento de 121,5 milhões de euros por parte do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, será materealizado em 31 operações locais, em todos os municípios da área metropolitana de Lisboa, até dezembro de 2025.

As verbas estão a ser aplicadas em intervenções físicas e em ações imateriais, de acordo com as características, problemas e oportunidades de cada comunidade, que esteve e está envolvida no planeamento e implementação das operações, para que as soluções encontradas sejam respostas efetivas às suas preocupações.

O plano está estruturado para dar respostas em sete eixos de intervenção, onde se concentram diversas vulnerabilidades sociais e económicas: ambiente e valorização do espaço público, cultura e criatividade, educação, cidadania e empoderamento das comunidades, emprego e economia local, saúde e dinamização social.

Fotografias: C.M. Alcochete

Actualizado a 22/02/2024
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