A Área Metropolitana de Lisboa esteve presente no Encontro das Comunidades em Ação, promovido pela Câmara Municipal de Mafra e pelo Instituto Padre António Vieira para assinalar o final do projeto Operação Integrada Local da Freguesia do Milharado (OIL – Milharado, em Mafra).
O encontro realizou-se no dia 15 de novembro, no auditório do Parque Urbano da Póvoa da Galega, e contou com a participação do presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hugo Moreira Luís, do primeiro secretário da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho, do presidente da Junta de Freguesia do Milharado, Pedro Cardoso, e do Presidente do Instituto Padre António Vieira, Rui Nunes da Silva.

A sessão contou ainda com a apresentação da avaliação de resultados da Operação Integrada Local do Milharado pelo professor João Sebastião do ISCTE, e com a partilha de histórias, testemunhos e experiências dos participantes e parceiros locais da operação, moderada pela jornalista Joana Leitão.

Na sessão de abertura Hugo Moreira Luís, presidente da Câmara Municipal de Mafra, realçou a importância do projeto no contexto da freguesia e do município, salientando a necessidade de “adotar políticas públicas de integração cada vez mais voltadas para as pessoas”. Pedro Cardoso, presidente da Junta da Freguesia do Milharado, por sua vez, classificou o trabalho desenvolvido na freguesia como “maravilhoso”, e espera que o programa possa ter continuidade no futuro.
Para o Presidente do Instituto Padre António Vieira, Rui Nunes da Silva, as atividades desenvolvidas na freguesia “contribuíram para melhorar e transformar a vida das pessoas da comunidade” e são também “o reflexo de uma comunidade que diariamente se cuida e que se motiva”.

No encerramento da sessão da manhã, o primeiro secretário da Área Metropolitana de Lisboa, Carlos Humberto de Carvalho, agradeceu a todos os que ajudaram a construir o programa Comunidades em Ação, recordando que a génese deste tipo de intervenção social começou na primeira cimeira das áreas metropolitanas, realizada em 2018, onde ficou claro “a necessidade de implementar um projeto robusto que mitigasse os problemas sociais nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto”. Para Carlos Humberto de Carvalho “os exemplos apresentados deixaram claro que a aposta no programa foi um bom caminho”, mas alertou que “é preciso dar continuidade às soluções desenvolvidas e também criar outras soluções, com o apoio do governo”.

Depois de um almoço nas instalações do Clube Desportivo Povoense, com pratos confecionados por associações locais, no período da tarde, foi ainda possível assistir à apresentação do Museu Ubuntu – uma coleção de histórias recolhidas na comunidade, visitar a exposição de trabalhos realizados pelos participantes dos projetos Atelier de Costura e Artes e Idades, participar em diversos workshops e assistir à apresentação musical da Academia de Música do Milharado.
Programa Comunidades em Ação
O Plano Metropolitano de Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas da Área Metropolitana de Lisboa – Comunidades em Ação está a ser implementado no âmbito das respostas sociais do Plano de Recuperação e Resiliência, instrumento nacional do Mecanismo de Recuperação e Resiliência aprovado pela Comissão Europeia.
O investimento prevê uma atuação sobre os múltiplos fatores de exclusão que se potenciam mutuamente e afetam de forma gravosa alguns territórios e comunidades sub-representadas, desfavorecidas e em risco de exclusão social, e está concretizado através de seis intervenções intermunicipais, compostas por 31 operações locais.
Com este plano espera-se não só mitigar os efeitos das recentes crises sociais, como tornar estas comunidades mais resilientes, promovendo o emprego, a formação e a qualificação, combatendo o insucesso e o abandono escolar, empoderando as comunidades excluídas e fortalecendo redes e parcerias, promovendo uma cidadania plena e total, estimulando a inovação e o empreendedorismo, qualificando e regenerando o ambiente urbano e os espaços público, facilitando o acesso à cultura e à criatividade, fomentando o envelhecimento ativo e saudável e melhorando o acesso aos cuidados de saúde, e combatendo a estigmatização e a discriminação.
Créditos imagem: Câmara Municipal de Mafra
