Facebook Linked In Whatsapp Mais opções
imagem de destaque

Estações meteorológicas da rede CLIMA.AML acompanham passagem da depressão “Cláudia” pela área metropolitana de Lisboa

A Rede CLIMA.AML registou valores extremos de precipitação para a península de Setúbal. As estações meteorológicas da rede CLIMA.AML acompanharam a passagem da depressão “Cláudia” pela área metropolitana de Lisboa.

De acordo com comunicado do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, (IPMA) de dia 12 de novembro, “Cláudia” é o nome atribuído pela AEMET (Serviço Meteorológico Estatal de Espanha) a uma depressão meteorológica que se encontra desde o dia 11 de novembro centrada no Atlântico Norte, a noroeste da Península Ibérica, inserida numa vasta região depressionária  complexa, que se encontra quase estacionária, a afetar as condições meteorológicas de Portugal Continental e do Arquipélago da Madeira durante os próximos dias.

Os efeitos desta depressão foram sentidos de forma significativa na área metropolitana de Lisboa na noite de 12 e na madrugada e manhã de 13 de novembro, nomeadamente na Península de Setúbal. Neste período, os distritos de Lisboa e Setúbal estiveram em “aviso laranja”, emitido pelo IPMA para o período compreendido entre as 21 horas de dia 12 e as 9 horas de dia 13, embora o distrito de Setúbal tenha visto a severidade do aviso agravada para “vermelho” pelas 5h40 de dia 13 e até às 9h00 da manhã e o aviso de nível “laranja” prorrogado até ao meio-dia. Estes Avisos Meteorológicos eram válidos para precipitação e eram acompanhados por avisos de nível amarelo para agitação marítima, trovoada e vento com rajadas.

A passagem desta depressão foi registada pelas estações meteorológicas automáticas da “Rede de monitorização e de alerta meteorológico metropolitano CLIMA.AML”, que testemunharam os episódios de precipitação e vento extremo ocorridos na AML durante os períodos em que vigoraram os avisos meteorológicos para a Grande Lisboa e, principalmente, os avisos de nível laranja e vermelho para a península de Setúbal.

Destaque para a estação meteorológica de Sesimbra, localizada na Quinta do Conde, que registou um valor acumulado de precipitação de 129,2 mm no período compreendido entre a meia-noite e as 12 horas de dia 13 de novembro. Mais de quatro quintos deste valor (78,2%) ocorreram num intervalo de duas horas, entre as 5h30 e as 7h30.

Também as estações meteorológicas localizadas no concelho da Moita (Alhos Vedros) e Alcochete, assinalaram acumulações de valores extremos de precipitação entre a madrugada e o início da manhã, com registos na ordem de 96,2 mm e 96,6 mm, respetivamente. Ao nível da intensidade de precipitação, os destaques voltam a ser para os valores registados na estação meteorológica de Sesimbra, com 28,4 mm/h (entre as 6h00 e as 6h30) e para a estação meteorológica do Seixal (Santa Marta de Corroios), com 26,8 mm/hora (entre as 5h00 e as 5h30).

Na Grande Lisboa, o concelho onde a Rede CLIMA.AML registou um maior acumulado de precipitação, foi Vila Franca de Xira (39 mm), e com o registo de maior intensidade de precipitação, o concelho de Loures, com 10,4 mm/h às 6h00, valores que ilustram o facto de ao nível da precipitação, os efeitos da depressão “Cláudia” terem sido mais moderados na região norte da AML.

No entanto, se nos focarmos no vento que durante este período soprou maioritariamente do quadrante sul, a situação foi diferente, com a Grande Lisboa, através da estação meteorológica da Amadora, a registar a rajada mais forte (com uma intensidade de 91,71 km/h às 5h00 de dia 13 de novembro). A estação meteorológica onde se registou uma média de velocidade do vento mais alta foi a de Cascais, com um valor de 25,09 Km/h.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a passagem da depressão “Cláudia” foi até ao final da manhã de dia 13, responsável por 540 ocorrências de proteção e socorro na Região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente, inundações, quedas de árvores e quedas de estruturas, havendo a lamentar duas vítimas mortais no concelho do Seixal.  De acordo com informação da E-Redes, a depressão Cláudia deixou igualmente sem eletricidade cerca de 20 mil habitações, sendo as regiões mais afetadas Lisboa e Setúbal.

O CLIMA.AML é um projeto financiado no âmbito do programa ‘Ambiente, Alterações Climáticas e Economia de Baixo Carbono’, operado pela Secretaria-Geral do Ambiente e da Ação Climática e financiado pelos ‘EEA Grants 2014-2021’, tendo sido responsável pela implementação de algumas as orientações da agenda de adaptação, proposta no âmbito do Programa Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas da AML (PMAA-AML).

Tem como objetivo a criação de uma solução integrada para a monitorização meteorológica em contexto urbano. Foi concretizado através da implementação de uma rede de 18 estações meteorológicas, em cada um dos municípios da área metropolitana de Lisboa e uma plataforma online (https://clima.aml.pt), que analisa todos os dados e informações essenciais de suporte à monitorização e avaliação dos dados meteorológicos.

Legenda imagem: Evolução dos efeitos da depressão “Cláudia” sobre Portugal Continental, tal como recolhida pelo satélite Meteosat, às 5h20 de dia 13 de novembro de 2025.

Actualizado a 14/11/2025
To top