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MetroPublicNet mostra projetos emblemáticos de qualificação na região de Lisboa dos últimos 25 anos

O projeto MetroPublicNet identificou mais de mil intervenções no espaço público na região de Lisboa no pós-expo98. Desse número selecionou 24 projetos emblemáticos de qualificação do território que apresentou no workshop “Que futuro para uma rede de espaços públicos na área metropolitana de Lisboa?”, que decorreu no dia 20 de outubro, na sala multiusos da Área Metropolitana de Lisboa.

O evento, que contou com a participação de Carlos Humberto de Carvalho, primeiro-secretário da Área Metropolitana de Lisboa, e de Carlos Dias Coelho, presidente da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, serviu também para dar a conhecer os três volumes do estudo “Espaço público da Área Metropolitana de Lisboa, Projetos de qualificação do território (1998-2023)” que, no seu conjunto, ajudam a mapear, caracterizar, compreender, analisar e discutir o que foi feito na região nos últimos 25 anos.

Perante técnicos dos municípios e de outras entidades regionais e locais, Carlos Humberto de Carvalho referiu que a Área Metropolitana de Lisboa quer ser uma porta aberta para todas as instituições da região e que esta iniciativa era a prova da necessidade de “continuar a construir pontes com as instituições que têm intervenção direta ou indireta no território para que o espaço público seja cada vez mais um espaço de encontros, de vivências e de partilhas”.

O primeiro-secretário metropolitano acrescentou ainda que “é preciso olhar para trás, sempre numa perspetiva de futuro, avaliar o que se fez bem e mal, para não repetirmos os mesmos erros e fazermos melhor”, sobretudo numa altura em que os quadros de financiamento comunitário da região, em comparação com outras regiões de Portugal, sofrem uma redução acentuada “de cerca de 800 milhões de euros para cerca de 400 milhões de euros, com comparticipação de financiamentos de apenas 40%”.

Na sua intervenção, Carlos Dias Coelho agradeceu à Área Metropolitana de Lisboa a colaboração com a Faculdade de Arquitetura no projeto, que testemunha “uma relação consolidada ao longo dos anos”.

Para o presidente da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, é essencial “ter uma visão crítica do que foi feito no espaço público, para aprender e acrescentar sentido a estruturas onde se constroem as nossas identidades coletivas”.

Edição do estudo “Espaço público da Área Metropolitana de Lisboa, Projetos de qualificação do território (1998-2023)”

David Vale, do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, e João Rafael Santos, coordenador do projeto, apresentaram os três volumes do estudo “Espaço público da Área Metropolitana de Lisboa, Projetos de qualificação do território (1998-2023)”.

Os livros abordam, no total, 24 projetos que abrangem todos os 18 municípios da área metropolitana de Lisboa, interpretados em função da sua relação urbana e territorial.

Na área de infraestruturas verdes e azuis são destacados os seguintes projetos: frente ribeirinha de Alcochete, Parque da Sobreda e Bosque Lusitano (Almada e Seixal), eixo verde e azul (Amadora, Oeiras e Sintra), frente ribeirinha de Lisboa, praias da Foz do Lizandro e Ribeira de Ilhas (Mafra), parques da ribeira de Coina (Sesimbra), Parque linear Algueirão-Mem Martins (Sintra) e Vale de Santa Sofia (Vila Franca de Xira).

Na mobilidade ativa e caminhabilidade dão-se a conhecer o Metro Sul do Tejo (Almada e Seixal), estradas de Alcoitão, Manique e Abóbada (Cascais), eixo central de Lisboa (Lisboa), ruas centrais de Loures, Camarate e Moscavide (Loures), EN11 e rua 1.º de Maio, Baixa da Banheira (Moita), Ecovia Pinhal Novo – Montijo (Montijo e Palmela), reestruturação da entrada norte da cidade (Setúbal) e EN10 e percursos ribeirinhos (Vila Franca de Xira).

No volume “bairros conectados e coesos” destacam-se os territórios da Brandoa e Zambujal (Amadora), Barreiro centro, Ajuda (Lisboa), Vale do Forno e Serra da Luz (Odivelas), Leceia e Pedreira Italiana (Oeiras), Fernão Ferro (Seixal) e Agualva-Cacém (Sintra).

Os livros, da autoria de João Rafael Santos e Ana Beja da Costa, podem ser descarregados no sítio da aml: “infraestruturas verdes”, “caminhabilidade e mobilidade ativa” e “bairros conectados e coesos. Podem também ser obtidos no sítio da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e na URBinLab.

Actualizado a 23/10/2023
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