A Área Metropolitana de Lisboa apresentou os resultados da avaliação intercalar do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas, num seminário que decorreu na manhã do dia 8 de maio, e que contou com cerca de 60 participantes, em representação dos municípios e outras instituições ligadas ao setor ambiental.
Os resultados foram recolhidos ao longo de workshops realizados entre novembro de 2025 e abril de 2026, no âmbito do projeto Interreg Europe Green Gov e tiveram como objetivos prioritários apoiar a definição de prioridades de ação e identificar fontes inovadoras de financiamento para a área.
Na sessão estiveram presentes técnicos e dirigentes municipais, especialistas e entidades com responsabilidades na área da adaptação às alterações climáticas, contribuindo para o reforço da ação climática à escala metropolitana.
Para o primeiro-secretário metropolitano, Emanuel Costa, que abriu a sessão, “a execução do plano é uma prioridade para a Área Metropolitana de Lisboa, mais concretamente as opções e medidas de adaptação à escala metropolitana, concelhia e por setor estratégico”.
Emanuel Costa, reforçou que “o estudo permite olhar para estes últimos anos e perceber onde avançámos e onde precisamos melhorar, e evidencia também que a execução é desigual e que os principais obstáculos não são apenas técnicos: são obstáculos de governação, financiamento, monitorização e capacidade operacional”.
É por isso que o primeiro-secretário metropolitano considera que a avaliação deve ser entendida como um ponto de partida para uma nova fase do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas: “uma fase onde a Área Metropolitana de Lisboa e os seus municípios reforcem o sistema de monitorização, consolidem uma carteira metropolitana de projetos prioritários e mobilizem os instrumentos financeiros mais adequados a cada tipo de intervenção”.
Emanuel Costa terminou a sua intervenção lançando um desafio a todos os presentes: “Vamos transformar conhecimento em decisão, decisão em investimento e investimento em maior segurança, resiliência e qualidade de vida para as populações da Área Metropolitana de Lisboa”.
O seminário contou ainda com apresentações sobre os resultados, feitas por Sérgio Barroso e Luís Carvalho (CEDRU), e duas mesas-redondas, uma sobre financiamento da adaptação, com a participação de Sofia Santos (Systemic) e Duarte Mata (C.M. Almada), e que foi moderada por João Mourato (ICS), e outra sobre Emergência Climática de Adaptação, com a participação de Luís Carvalho (Proteção Civil da C.M. Amadora), moderada por João Tiago Carapau (PATER).

Para além de técnicos e dirigentes municipais, estiveram presentes representantes da CCDR, Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, Direção Geral do Território, Agência para o Clima, União de Associações de Comércio e Serviços, Metropolitano de Lisboa, ANA, IMT, TML, Transtejo/Soflusa, entre outras.
Sobre o estudo
O estudo foi coordenado pela Área Metropolitana de Lisboa, e estruturou-se em duas componentes principais: a avaliação intercalar do Plano Metropolitano de Adaptação às Alterações Climáticas e a priorização das medidas e ações, acompanhada da identificação de instrumentos de financiamento.

