Os parceiros da Rede Metropolitana de Parques Agroalimentares (RMPA) reuniram-se, na manha de dia 25 de fevereiro, na Quinta da Várzea, em Setúbal, para discutir o plano de ação 2022 da rede.
O local, pertença da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, é um exemplo de um projeto já em curso na área metropolitana, que envolve instituições públicas e privadas.
As atividades agrícolas são praticadas numa área considerável da quinta por reclusos do Estabelecimento Prisional de Setúbal, que tratam e cuidam de pomares, hortas e espaços destinados à criação de animais.
A reunião serviu, ainda, para discutir vários aspetos relacionados com a gestão da Rede Metropolitana de Parques Agroalimentares, em linha com as estratégias regionais e oportunidades de financiamento desde já previsíveis.
A divulgação de iniciativas da rede e dos parceiros, a disseminação de boas práticas, o plano de comunicação e a gestão de informação, e a organização de grupos de trabalho em áreas temáticas relevantes foram também assuntos abordados.
A Área Metropolitana de Lisboa iniciou o processo de criação de um espaço no seu sítio institucional, para veicular informação de interesse geral da rede, e que permita aos seus parceiros o acesso a conteúdos partilhados e a interação com o público.
A rede tem como objetivo o planeamento e a gestão do sistema alimentar dos parques agroalimentares, e funcionará através de uma plataforma colaborativa de entidades públicas e privadas que prosseguem princípios de sustentabilidade, tendo em vista uma alimentação segura, saudável, inclusiva e responsável da população metropolitana.
A rede promoverá a economia circular, resiliente e de proximidade, criará emprego, promoverá a saúde e o bem-estar e respeitará a equidade social. Será ainda um pilar da dieta mediterrânica, reforçará a identidade cultural, incentivará a inovação científica e tecnológica, aumentará a literacia alimentar e a transição para a digitalização, e contribuirá para a formação, capacitação e sensibilização dos agentes ativos do sistema alimentar.
Da Rede Metropolitana de Parques Agroalimentares fazem parte entidades como a Área Metropolitana de Lisboa, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, Direção Geral do Território, Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Sociedade Instaladora de Mercados Abastecedores, Associação para o Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal, Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia, municípios da área metropolitana de Lisboa, entre outras.